A tempos tento postar alguma coisa, e hoje bateu o insight !
Modismos a parte terminei de ler o "Alice no país das maravilhas" e tenho uma edição super bacana com tradução do Nicolau Sevcenko com ilustrações do Luiz Zerbini, segue aqui um trecho:
..."_ Mas eu não quero parar no meio de gente maluca - observou Alice.
_ Ah, mas não adianta nada você querer ou não - disse o gato . - Nós somos todos loucos por aqui. Eu sou louco. Você é louca.
_ E como é que você sabe que eu sou louca? perguntou Alice.
_ Bem deve ser - disse o gato - ou então você não teria vindo parar aqui. "
Cansamos de escutar que a loucura é reservada a alguns tipos de pessoas dentre as quais se encontram os artistas, bom estamos num Museu de Arte Contemporânea, trabalhando com educação, mas não essa educação embotada e estéril que observamos dentro da maioria das escolas, sim maioria! Aqui trabalhamos com a educação não-formal, com uma forma própria de desenvolver a sua dimensão educativa. Pensamos e desenvolvemos ações para cada público específico que nos visita, multiplicamos os olhares e sentidos, traduzimos aquilo que talvez aos olhos do público pareça hermético, para um compreendimento que perpassa pelas sensações, porque não falar da escultura com o corpo? produzir vídeos dentro de um mundo onírico, onde tudo é possível e os acontecimentos são sempre inprevisíveis?
O mundo das artes é isso, um imenso campo de possibilidades, mais perguntas que respostas, e se isso for considerado loucura como no trecho acima da Alice, então meus caros: somos todos loucos !!
Coordenadora do Núcleo de Ação Educativa do MAC
Demorou mas valeu a pena!
ResponderExcluir:o)